quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Morre, aos 100 anos, o funcionário público mais antigo do país



Funcionário público mais idoso do país, João Pereira dos Santos, o Seu Pereira, morreu ontem, terça-feira (23), em Brasília, aos 100 anos, em decorrência de falência múltipla de órgãos. Aposentado pela Câmara há 45 anos, ele trabalhava como prestador de serviço no Ministério da Justiça há quase 40. Era recepcionista da portaria privativa do ministro José Eduardo Cardozo. Em nota, o ministério lamentou a morte de Seu Pereira. Ele estava internado no Hospital Santa Lúcia há uma semana para tratar de uma infecção respiratória. Em entrevista ao Fantástico, no ano passado, Seu Pereira atribuiu sua vitalidade ao peixe, seu prato favorito, e à leitura, seu hobby.
Leitor compulsivo, era chamado carinhosamente de “Datapereira” e “Pelé do funcionalismo” pelos colegas. Aos 99 anos, ele dirigia o próprio carro de casa até o serviço. Nascido em 10 de junho de 1914 em Propriá, Sergipe, vivia em Brasília desde 1960. Casado há 40 anos com a segunda esposa, deixou quatro filhos, netos e bisnetos. “Eu amo a vida”, disse ele em entrevista ao repórter Marcelo Canellas. “Gosto da vida, gosto das pessoas”, acrescentou.
Leia abaixo Nota de Pesar do Ministério da Justiça:
“Brasília, 23/9/14 – O Ministério da Justiça lamenta o falecimento do servidor público mais antigo do Brasil. João Pereira dos Santos, conhecido como Seu Pereira, faleceu na tarde desta terça-feira (23) aos 100 anos de idade.
Nascido em 10 de junho de 1914, Seu Pereira estava aposentado pela Câmara dos Deputados, mas continuava na ativa como prestador de serviço no Ministério da Justiça há 39 anos. Atualmente ele tomava conta da recepção da portaria privativa.
“Eu trabalho para não ficar em casa”, dizia Seu Pereira. Sergipano de Propriá, ele se mudou para Brasília em 1º de maio de 1960. Casado há mais de 40 anos com a segunda esposa, o servidor público que esbanjava carisma deixa quatro filhos, netos e bisnetos.
Neste momento de dor, os servidores e os funcionários do Ministério da Justiça se solidarizam com os familiares e amigos de Seu Pereira.”
Fonte: Congresso em Foco

Capes defende contratação de professores por organizações sociais



Como forma de atrair estrangeiros e jovens pesquisadores para instituições de ensino superior, o governo federal estuda a contratação deles por meio de organizações sociais (OS). A proposta tem o aval do Ministério da Educação e foi apresentada na última segunda-feira (22) pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, no simpósio internacional Excelência no Ensino Superior, no Rio de Janeiro.
No modelo proposto pela Capes, os professores e pesquisadores seriam contratados de forma autônoma pelas instituições de ensino, e não passariam mais por concursos públicos, como é feito atualmente. Seriam regidos ainda pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que não prevê, por exemplo, dedicação exclusiva. Ouvido pela Agência Brasil, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) critica a proposta.
“O ministro [da Educação, José Henrique] Paim e o ministro [da Ciência e Tecnologia, Clelio] Campolina estão nos autorizando a fazer uma organização social para contratar, saindo do modelo clássico que demora e que nem sempre acerta muito”, disse Guimarães. A medida, segundo ele, teve bons resultados no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que é uma OS, e recebe recursos reajustados anualmente para pagar profissionais vindos de fora.
Atualmente, no país, o presidente da Capes diz que concursos públicos para professores universitários são marcados pelo corporativismo, que dificulta a contratação “dos melhores quadros”. “Todo mundo sabe que isso é um jogo de cartas marcadas”, afirmou ele, que é também professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisador sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O Andes diverge da proposta e nega a necessidade de criar organizações sociais para contratar professores qualificados. “É preciso que haja uma política salarial que atraia para as universidades bons profissionais, sejam eles brasileiros ou estrangeiros, pois os padrões de qualidade do ensino e da pesquisa dependem disso, e não das nacionalidades dos professores”, declarou o presidente do sindicato dos docentes, Paulo Marcos Borges Rizzo, em nota.
Durante o evento no Rio, o presidente da Capes e o ministro de Ciência e Tecnologia, Clelio Campolina, ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, defenderam aumento do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação superior, de 1,08% para uma variável entre 2% e 2,5%. “Precisamos de políticas que assegurem recursos estáveis para ciência e tecnologia. Temos que atingir os percentuais praticados em outros lugares”, disse Campolina.
O ministro também apresentou proposta polêmica, de limitar decisões nas instituições de ensino superior aos docentes. Em muitas universidades, as decisões são tomadas por conselhos formados por estudantes e técnicos-administrativos, por exemplo. “A democracia tem que ser praticada, mas quem tem que tomar as decisões são os seus cientistas”, declarou.
No evento, os especialistas propuseram ainda a reforma das grades curriculares de cursos com redução da carga horária e mais tempo para o aluno se dedicar sozinho aos estudos.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Correios e sindicatos assinam acordo coletivo de trabalho no TST



Os trabalhadores dos Correios de 20 sindicatos assinaram nesta quarta-feira (24) o acordo coletivo de trabalho correspondente a 2014/2015 com a empresa em reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Eles aceitaram a proposta da empresa, de reajuste salarial de 6,5%, a ser pago em forma de gratificação, com reflexos em verbas trabalhistas como férias, décimo terceiro e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Trabalhadores de quatro estados que ainda estavam em greve já acabaram com a paralisação parcial: Mato Grosso, Roraima, Sergipe, e Minas Gerais.
O reajuste não será menor do que R$ 200, mesmo quando o percentual corresponder a quantia inferior. Segundo o ministro Ives Gandra Martins Filho, vice-presidente do TST, que conduziu a mediação, o acordo evitou uma greve nacional da categoria.
Os sindicatos que assinaram o acordo no TST foram os seguintes: Acre, Alagoas, Amapá, Brasília, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora (MG), Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Ribeirão Preto (SP), Uberaba (MG), Santa Maria (RS), Santos (SP), Rondônia, Tocantins, Bauru (SP), São Paulo (Capital), Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Segundo os Correios, essas bases representam mais de 70% do total de empregados.
A empresa diz que o movimento, considerado parcial e de curta duração, não causou impacto significativo na distribuição de cartas e encomendas. “Quase toda a carga está em dia em todo o Brasil. Nas poucas localidades onde se registra atraso, a expectativa é normalizar até sábado (27)”, diz a estatal. A empresa continua à disposição dos sindicatos que queiram assinar o acordo.
Fonte: Agência Brasil